
Uma vez enchi a mão com névoa.
Abri-a e, então, a névoa era um verme.
Fechei e abri a mão outra vez, e eis que ali havia um pássaro.
Mais uma vez fechei e abri a mão, e dentro dela havia um homem de rosto triste, voltado para cima.
Outra vez fechei a mão e, ao abri-la, nada havia, exceto névoa.
Mas ouvi uma canção de extraordinária doçura.
Areia e Espuma, Kahlil Gibran
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