São várias coisas, um chapéu aqui, um violão ali, um coração para regar, uma flor quase morrendo e gente tentando reanimar. É um monte, uma pilha de papéis, livros ainda não lidos,um guada-roupa esturricando, perfume aberto exalando paixões, fome, enjôo. Um bando de tralhas que não são tralhas, são nossas coisas, que nos acompanham e tornam-se significativas e nos fazem atribuir-lhes amor. Amor pelo esmalte azul, pela geladeira antiga da vó que também é azul, um sofá furado, ''mas que tá bom" e aquelas quinquilharias que estão na família passando por gerações e que resistem "nossa!". A chícara está rachada, colada e ainda "tá" lá, não tão firme, mas é nela que tomo meu cafezinho das 17:00 horas..
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