segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Não me enxergue, tente sentir.


Pois não me visto mais de fantasias. Minhas noites com elas me fizeram forte, mas o dia seguinte era sempre pior, não havia alegria nenhuma em ver que nada daquilo existia. As fantasias pareciam ser feitas de pedras coloridas e preciosas, e seus brilhos eram solares e misturados aos brilhos lunares, eu brilhava numa dança noturna, cheia de brilho, sonhos, sorrisos tontos e enjoo. Não me enxergue, sei que o motivo de toda aquela luz era para que me vissem. Hoje não tenho pedras, nem lua, somente o sol que açoita mais um dia comum. Talvez uma luz real nasça neste dia. O brilho talvez surja de um sorriso, ou de um vento tranquilo que tenta tocar toda a alma semi fosca, mesmo numa briga de contato com a pele, empurrando-a para que se deixe atravessar. Então, não me enxergue, tente sentir... nos dias... e nas noites. Me veja como se eu estivesse nua...

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